É mesmo assim

31 de março de 2011


Eu sei que por vezes as minhas palavras são frias, que não tenho paciência para te ouvir, que ignoro os teus actos quando estes eram para captar a minha atenção, eu sei tudo isso, e muito mais… Mas apesar de tudo não mudo, nem faço por isso, egoísmo? Talvez, quem sabe…
Ainda assim tu estás lá, sempre, nunca falhas, não me deixas ir abaixo mesmo que em troca recebas um “deixa-me em paz”, eu sei o quanto gostas de mim e por estranho que pareça tu também sabes o quanto eu gosto de ti, como tu mesmo dizes, talvez, o facto de eu agir assim é porque não quero ser magoada, porque já vi e vivi demais para poder dar-me ao luxo de me ajoelhar novamente para apanhar o meu coração despedaçado do chão gasto no qual toda a gente pisa, por isso fecho o meu coração a sete chaves, choro sozinha e sou fria quando algo me deixa com os sentimentos á flor da pele, e se eu te deixei entrar na minha vida foi porque tu conseguiste tocar no meu coração, uma tarefa difícil, é verdade mas tu não desististes, ainda hoje nunca desistes.
Eu odeio quando tentas mudar as minhas ideias, quando eu desvio o assunto porque não quero falar sobre isso e tu insistes e insistes até que eu deito tudo cá para fora, em seguida pego nas minhas coisas e saio a correr pela porta das traseiras sem me despedir, quando tu sabes que se contares 5 minutos eu pararei o meu percurso para casa, pensarei no que fizera e corro mas desta vez no sentido contrario e coloco-me á tua frente e olho-te nos olhos estando eu quase a chorar e é ai que tu me abraças, mas amo o facto de nunca desistires, sabendo que por vezes te magoo e que tu não o mereces...
No meio disto tudo ainda acabo por dizer que te amo, porque eu sei que tu sabes que é verdade.
“Somos o avesso um do outro. Quando eu duvido, paro, e tu segues em frente. Quando tenho medo, tu tens vontade; quando sonho, tu pegas nos meus sonhos e torna-los realidade, quando me entristeço, fecho-me numa concha e tu choras para o mundo; quando não sei o que quero, espero e tu escolhes; quando alguém me empurra, eu fujo e tu deixas-te ir.
Somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Eu protejo-te, acalmo-te, oiço-te e ajudo-te a parar. Tu puxas por mim, sacodes-me e ajudas-me a avançar. Como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, tu sempre à espera que eu me vire e te abrace, e eu sempre à espera que a vida me traga um sinal, me aponte um caminho e escolha por mim o que não sou capaz.”

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